quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Elogio às Várias Variáveis

       Hoje tive o privilégio de ouvir “Filmes de guerras, canções de amor”, um excelente disco dos Engenheiros do Hawaii. Grande capacidade criativa de Gessinger e companhia em concatenar boas idéias, a síntese perfeita de se manter um exato regionalismo.
Gravado em 1993 ao vivo na sala Cecília Meireles, o som segue um senso intimista mais que necessário para a sua época. Orquestrado por Wagner Tiso com seus excelentes arranjos e regências, o maestro, chamado assim por Tom Jobim nos faz entender que a junção de cordas e percussão se tornam capaz de conjugar elementos adequados no tom certo entre o clássico e o erudito, o regional e o moderno.
Fico muito feliz em poder ser contemporâneo a essa certíssima coerência sonora que me influenciou bastante durante toda minha adolescência e ainda hoje se mantém presente em meu modo de ver o mundo, de ter opinião formada, de criticar os fatos e suas análises muitas vezes complexas, simples ou apenas modestas, de saber questionar minhas dúvidas e entender minhas incertezas e inquietudes. Afinal, existem e existirão sempre “variações de um mesmo tema”.
            Diogo Villa



                                                                                       

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Caos Urbanístico

Grandes cidades, metrópoles,
Centros urbanos.
Cartografia caótica e ensurdecedora
De todos os extremos concretos.



Diogo Villa.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Interpretações variadas

Olhar só para um lado
é medir o quadrado,
paralisada estagnação
ao desperdício do tempo.

Enquanto fonte
ou ponte ao pensamento
gira a roda,
o relógio e o momento.

Saber olhar o que há
além do espelho
é poder interpretar
mil possibilidades.

Despertar a atenção
é naufragar nos sonhos
e retomar o fôlego
na mais sensata imaginação.

Diogo Villa